10ª Subseção

Em 1932, quando emergia a OAB/SP e, em pouco tempo, suas vinte e oito subseções, a comarca de Amparo recebeu a 10ª subseção. Na época, o jornal Diário Nacional relacionou o quadro das novas subseções.

Naquele ano, o advogado Aristides Augusto Fernandes foi o primeiro presidente eleito da entidade, ao lado de João Júlio Maricato como secretário e Virgílio de Araújo, tesoureiro.

1ª Diretoria

Presidente: Aristides Augusto Fernandes
1º Secretário: João Júlio Maricato
Tesoureiro: Virgílio de Araújo

A eleição para a diretoria do biênio 1943 e 1944, na qual o dr. Virgílio de Araújo tornou-se presidente, foi noticiada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Na época, as reuniões e atividades da subseção ocorriam no edifício do Fórum local:

"Realizou-se nesta cidade, a eleição da directoria desta subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil. Os trabalhos eleitorais tiveram início às 9 horas, no edifício do Fórum local na sala das sessões do Juri, cedida para esse fim pelo dr. Arlindo Pereira Lima, juiz de direito desta comarca (...). Com a observância das formalidades regulamentares, procedem-se a apuração dos votos, sendo proclamados eleitos para o biênio 1943 – 1944 os seguintes advogados, dr. Octavio de Moreira Salles, dr. Virgílio de Araújo, dr. Nelson Alves de Godoy, dr. Aristides Augusto Fernandes e dr. Nicolau da Rocha Vita..." O Estado de S. Paulo, 1943


O Estado de s. Paulo, 1943

Em 18 dezembro de 2009, foi inaugurada a nova sede da 10ª subseção, que no momento estava sob a presidência do dr. Adib Kassouf Sad.

Em 2015, a OAB de Amparo recebeu a CAASP.

Diretoria Atual

Presidente: Mauricio Dematte Junior
Secretária Geral: Juceleyde De Campos Corrêa
Secretário Adjunto: Alexandre Bulgari Piazza
Tesoureira: Vanessa Turolla Alves Cardoso

Galeria de ex-presidentes

1932/1937 – Aristides Augusto Fernandes
1937/1939 – João Jorge de Siqueira Franco
1939/1949 – Virgílio de Araújo
1949/1963 – Aristides Augusto Fernandes
1963/1973 – Nelson Alves de Godoy
1973/1985 – Adib Feres Sad
1985/1989 – Lazaro José Domingues
1989/1991 – José Fernando de Araújo Citra
1991/1997 – José Antônio Rossi
1998/2003 – José Eduardo Ferreira Monteiro
2004/2006 – José Carlos Trolezi
2007/2009 – Adib Kassouf Sad

2010/2015 – Domingos Reinaldo Tacco

Como forma de homenagear os advogados que fizeram parte da história da subseção, a OAB de Amparo fixou placas com a composição das diretorias passadas, sendo a primeira constituída no ano de 1932.

Um pouco mais de história...

Amparo em 1932

Quando oficialmente a OAB/SP nascia, em 1932, o Brasil se encontrava imerso em um intenso conflito armado, o qual foi encorajado pelo desejo popular de um Estado democrático e a elaboração de uma nova Constituição.

A cidade de Amparo era considerada estratégica para os combates durante a Revolução Constitucionalista. Os jornais da época publicavam notícias acompanhando a trajetória da Revolução. Sobre as contribuições de Amparo, o jornal O Estado de S. Paulo descreve as ações dos voluntários:

"Amparo contribuiu com 270 voluntários que se incorporaram às ilostes constitucionalistas. Uma comissão composta de senhoras pertencentes à directoria Cruz Vermelha de Amparo, foi hontem à vizinha cidade de Socorro fazer entrega da bandeira ao batalhão ’23 de maio’, ao qual se acha incorporado o batalhão desta cidade..." O Estado de S. Paulo, 3 de agosto de 1932


O Estado de S. Paulo, 1932

O dia 23 de maio daquele ano é considerado um dos marcos mais importantes para a Revolução Constitucionalista.

Segundo os dados históricos, neste dia houve um confronto armado que culminou no falecimento de quatro jovens: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Sabe-se que o último, Antônio Camargo de Andrade, era nascido na cidade de Amparo.

O episódio motivou o movimento conhecido como M.M.D.C. e meses depois, no dia 9 de julho, a Revolução Constitucionalista de fato era iniciada sendo essa data comemorada ainda hoje pelo Estado.

Os historiadores acrescentaram a letra "A" à sigla (M.M.D.C.A.) homenageado Orlando de Oliveira Alvarenga, ferido ao lado de seus colegas Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, e que faleceu meses depois, em agosto.

Em 1935 o jornal Correio de S. Paulo acompanhou as comemorações e homenagens à memória do dia 23 de maio:

"A data de hontem – 23 de maio – que relembra um dos feitos mais notáveis da grande paulista, foi condignamente comemorada. Desde a manhã até à noite, todas as atenções estiveram voltadas para a figura daqueles destemidos jovens que deram a vida pela grande causa, bem como para as lições de civismo que repontam do magno episódio." Correio de S. Paulo, 24 de maio de 1932


Correio de S. Paulo, 1932

Em 1968, o jornal O Estado de S. Paulo acompanhou homenagens às personalidades importantes durante a Revolução de 1932. Um dos nomes citados na notícia foi Silvio de Campos, filho de Bernardino de Campos e nascido na cidade de Amparo:

"Silvio de Campos foi um dos promotores da jornada de 23 de maio, após ter estudado na (...) Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde se bacharelou em 1903. Exilado pela sua atitude patriótica, voltou pouco depois e, em 1946, foi constituinte, assinou a Carta Constitucional, recolhendo-se posteriormente à vida privada. Nasceu em Amparo, filho de Bernardino de Campos e Francisca de Barros Duarte de Campos" O Estado de S. Paulo, julho de 1968.


O Estado de S. Paulo, 1968

Bernardino José de Campos Júnior

Nascido em 1841 na cidade de Pouso Alegre no Estado de Minas Gerais, Bernardino de Campos era filho do juiz Bernardino José de Campos e de Felisbina Rosa Gonzales de Campos. Formou-se em direito na Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo e em 1866 iniciou a carreira de advogado na cidade de Amparo, no interior de São Paulo.

Além da advocacia, Bernardino de Campos atuou como vereador em Amparo, dedicou-se ao jornalismo dirigindo jornais como O País, no qual participou ativamente de movimentos pelo fim do trabalho escravo, foi deputado provincial, constituinte e federal, chefe de polícia e iniciou o mandato de governador do Estado de São Paulo em 1892.

O jornal Correio Paulistano publicou o discurso de Trancredo do Amaral em homenagem a Bernardino de Campos, quando este faleceu em 1915:

"A Republica está de luto! Está de luto todo o Estado de S. Paulo. Morreu Bernardino de campos, o eminente estadista e preclaro republicano (...). Desde moço, advogado em Amparo, consagrou o ilustre extinto todos os enthusiasmos de sua alma, todas as energias do seu formoso espirito, à propaganda republicana, que nele teve um batalhador incansável, um campeão intemerato. Proclamada a República, vimol-o, como primeiro chefe de polícia de S. Paulo, no governo provisório de Prudente de Moraes (...). Daí pra cá, a vida política do grande republicano foi uma ascensão continua em elevados cargos, nos quais eles revelou sempre as suas qualidades de hábil político e provecto administrador... " Correio Paulistano, 31 de janeiro de 1915


Correio Paulistano, 1915

A cidade de Amparo homenageou o advogado nomeando o Museu da cidade como "Museu Histórico Pedagógico Bernardino de Campos". Em 1991, o jornal O Estado de S. Paulo publicou matéria sobre o Museu, enaltecendo os patrimônios da cidade:

"Amparo é a cidade da região mais bem-sucedida na preservação de prédios históricos – grande parte deles, erguida durante a cultura cafeeira (do século 18 até 1930) ..." O Estado de S. Paulo, 1991


O Estado de S. Paulo, 1991

O prédio no qual está instalado o Museu Bernardino de Campos foi originalmente construído em 1885 e era residência do coronel Luiz de Souza Leite.


Museu Histórico e Pedagógico Bernardino de Campos