3ª Subseção

A OAB de Campinas foi fundada em 21 de março de 1932. No ano seguinte, já com a entidade implantada, a 3ª subseção iniciou a documentação da sua história.

As atas da época registram a primeira reunião oficial em 26 de março de 1933, realizada nas dependências do Fórum, com a formalização da primeira diretoria da entidade para o biênio 1933/1934. Na ocasião, a diretoria da OAB era formada, seguindo seus estatutos, pelos cinco nomes mais votados.

1ª Diretoria

Presidente: Antônio Alvares Lobo
Vice-Presidente: Lucio Pereira Peixoto
1º Secretário: Ernesto Kuhlmann
Tesoureiro: João Alves dos Santos

O presidente Antônio Alvares Lobo faleceu em 1934. Foi nomeado então como presidente da 3ª Subseção, em 12 de maio do mesmo ano, o advogado Tito Joaquim de Lemos.

Desde os primeiros anos, na década de 30, ao início dos anos 90, as eleições para o cargo de diretoria se davam a cada dois anos. O segundo presidente da 3ª subseção foi Ernesto Kuhlman seguido de Paulo da Costa Pupo Nogueira que presidiu durante cinco gestões diferentes.

Nos anos 1977 e 1978, a OAB Campinas ergueu sua primeira Casa do Advogado na Avenida Moraes Sales, a qual hospedou a sede até o final de 2015 quando foi inaugurada a nova Casa da Advocacia e Cidadania na Cidade Judiciária. Os jornais Diário do Povo (1974 e 1978) e Correio Popular (1977 e 1979) contam a história, desde a idealização à entrega, do primeiro prédio da Casa do Advogado.

"O novo presidente, recentemente eleito, da Ordem dos Advogados do Brasil - 3ª Subsecção de Campinas - , dr. José Tasso de Magalhães, tomará posse, juntamente com todos os componentes da Chapa Ideal, cujos demais elementos são os seguintes: vice-presidente, Dr. Lázaro Pinto Barroso; Tesoureiro, Dr. Mário Stucchi; e, Secretário dr. Guilherme Fernando Nogueira. Mesmo assumindo o caro somente no próximo ano, a nova diretoria, entretanto, já tem em perspectiva um plano de ação, contendo diversas metas a serem atingidas durante a gestão de 1º de fevereiro de 1975 a 31 de janeiro de 1977.A construção da Casa dos Advogados, maior união dos profissionais do Direito, através de promoções sociais e culturais, realização de conferências e seminários de estudos; a elevação do nível cultural da classe, a dinamização com nova estrutura, das comissões de 'ética', de 'defesa dos direitos' e de 'prerrogativas do advogado...(...)" Diário do Povo, 14 de novembro de 1974

"A área do lote doado mede um total de 83 metros quadrados. Nela a Diretoria da Associação dos Advogados de Campinas pretende construir um prédio de 800 metros quadrados e, segundo o Dr. Carmo Domingos Jatene, tesoureiro da OAB, tais obras deverão ser entregues ainda neste biênio, ou seja, até o final de 1978." Correio Popular, 15 de maio de 1977

"A Ordem dos Advogados de Campinas deverá ser entre as Subsecções em número de 67 a primeira com sede própria - 'obra fruto de uma luta que vem de longa data do atual presidente Ataliba e da compreensão e de toda boa vontade da atual diretoria da Secção de São Paulo, presidida por Cid Vieira de Souza', segundo declarações do próprio presidente da OAB de Campinas." Diário do Povo, 12 de julho de 1978

"'Este prédio, muito mais do que simples sede de órgão de classe, sublima o aconchegante sentimento do lar, com a evocação do culto aos deuses tutelares, os nossos deuses de agora e sempre: o Direito, a Justiça e a Liberdade'. Com estas palavras, o presidente em exercício da OAB-Campinas deu início às solenidades que marcaram a inauguração, ontem, da Casa dos Advogados. O corte da fita simbólica foi feito pelo advogado mais antigo, José Leite Carvalhaes e pelo senador Orestes Quércia". Correio Popular, 21 de janeiro de 1979

Visando melhorias na acomodação e assessoria dos advogados, a estrutura do prédio atual é composta por quatro pavimentos e possui 2.500 metros quadrados construídos. Neste sentido, o prédio foi projetado para reunir em um único local todos os serviços prestados à classe além de possuir amplas instalações e auditórios para realizar palestras, eventos e cursos. O local também se dedica às dependências da CAASP, da ESA e ao TED.

Diretoria Atual - Gestão 2016/2018

Presidente: Daniel Blikstein
Vice-presidente: Luciana Cunha
Secretário Geral: Paulo Braga
Secretário Geral Adjunto: Cláudio Vieira
Tesoureiro: Ivan Castrese
Galeria de Ex-presidentes

Galeria de ex-presidentes

1933/1934 - Antonio Álvares Lobo
1935/1936 - Ernesto Kuhlmann
1937/1944 e 1947/1948 - Paulo da Costa Pupo Nogueira
1945/1946 - Joaquim da Costa Tibiriça
1949/1952 - Carlos F. Guimarães
1953/1956 - Camilo Geraldo de Sousa Coelho
1957/1962 - Antonio Cunha de Almeida Prado Junior
1963/1966 - Antonio Carlos de Moraes Salles
1967/1968 - Gilberto Vicente de Azevedo
1969/1970 - João Batista Morano
1971/1972 - Névio de Arruda Guerreiro
1973/1974 e 1977/1978 - Ataliba Soares de Sá
1975/1980 - José Tasso de Magalhães Pinheiro
1981/1984 - Salvador Scarpelli
1985/1988 - Júlio Cardella
1989/1990 - Alberto Carmo Frazatto
1991/1992 - Roberto Francisco de Carvalho
1993/1994 - Henrique Costa de Oliveira
1995/1997 - Marcos José Bernardelli
1998/2000 - Aderbal da Cunha Bergo
2001/2006 - Dijalma Lacerda
2007/2010 - Tereza Nascimento Rocha Dóro
2011/2012 - Sérgio Carvalho de Aguiar Vallim Filho
2013/2015 - Daniel Blikstein

Um pouco mais de história...

Antonio Alvares Lobo

Nascido em 13 de junho de 1860 na cidade de Itu no interior de São Paulo, Antônio Alvares Lobo dedicou anos à política e ao Direito. Em 1884 após sua formação em Direito na Faculdade de Direito de São Paulo, começou a advogar na cidade de Campinas juntamente com nomes relevantes na história da cidade como Francisco Glicério. Antônio Lobo participou ativamente de campanhas e atos abolicionistas e, ao longo de sua carreira, o advogado foi eleito vereador municipal de Campinas por três triênios, deputado no Congresso Paulista no qual participou da Comissão de Revisão Constitucional e integrou a Comissão de Justiça e de Finanças. Em 1911 foi presidente da Câmara Municipal de Campinas e durante dez anos atuou como fiscal do Governo Federal junto ao Ginásio de Campinas. Em 1915, foi eleito presidente da Câmara de Deputados e em 1933 assumiu a presidência da primeira diretoria da 3ª subseção da OAB. Antônio Lobo faleceu em abril de 1934, como consta em sua carteira de inscrição na Ordem dos Advogados.

Pelágio Alvares Lobo

Nascido em 1º de fevereiro de 1888 o filho de Antônio Alvares Lobo, Pelágio Lobo, era advogado, jornalista, cronista e historiador. Formado em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo e dedicado às pesquisas históricas, assumiu a direção do jornal Cidade de Campinas no qual permaneceu até 1915 quando se tornou redator da Revista do Centro de Ciências, Letras e Artes; além disso, simultaneamente advogava junto ao pai, Antônio Lobo. Pelágio Lobo, inscrito na Ordem desde a criação em 1932, foi segundo secretário entre 1935 e 1946. Posteriormente, assumiu o cargo de primeiro secretário permanecendo por algumas gestões. O jornal Correio Paulistano publicou em março de 1935 a eleição de Pelágio Lobo como segundo secretário da Ordem dos Advogados.


Pelágio Alvares Lobo para 2º secretário

A Revolução de 1932

Em 1932, ano em que emergia a OAB São Paulo e quase simultaneamente as suas subseções, o país era cenário de conflitos e disputas de poderes políticos. Este ano se caracterizou pela luta da liberdade e democracia no qual uma das questões centrais era o desejo popular de haver eleições livres e democráticas além de uma nova Constituição. Durante a Revolução, a cidade de Campinas sofreu bombardeios aéreos, gerando grande comoção por parte de toda sociedade. A OAB escreveu uma nota, publicada no Diário Nacional, de solidariedade aos protestos realizados contra o ato. O início da Revolução se deu em 9 de julho e hoje a data é considerada uma das mais importantes no Estado de São Paulo, além de feriado estadual.

Nota de Solidariedade OAB / Fonte: Diario Nacional ano VI nº 1.577
Protesto e nota OAB Campinas / Fonte: Diario Nacional ano VI nº 1.574